INTERVENÇÃO MILITAR PARA A ORDEM PÚBLICA
 

 

INTERVENÇÃO MILITAR

Jacy de Souza Mendonça


Foi intencionalmente insuflada na opinião pública uma imagem negativa, depreciativa, da intervenção policial nos distúrbios sociais. Se o poder de polícia requisitado for militar, então, a impressão gerada é catastrófica. Esse é o estado de espírito que perpassa desde a imprensa até os administradores públicos. No entanto, a ação policial, militar ou não, conforme o caso, é imprescindível para a manutenção da ordem.

A sociedade não pode ser deixada ao desemparo quando os vândalos nela penetram e nela plantam a desordem e a destruição. Essa é a ideia correta que deve ser difundida entre todos os cidadãos essa é a regra que deve pautar o comportamento dos administradores públicos. Não a tolerância em face da delinquência e sim a incondicionada exigência da ordem.

Mas vivemos um período em que, a qualquer pretexto, um grupo, grande ou pequeno, sente-se no direito de interromper o fluxo de pessoas e carros pela via pública de impedir que os cidadãos se dirijam às suas casas ou ao seu local de trabalho em que, sem o mínimo respeito pelos demais, um desordeiro põe fogo em pneus no meio da rua, para obstar o trânsito, estilhaça vitrines, ocupa e danifica imóveis de terceiros. Mesmo diante de tal destempero, pretende-se que a autoridade policial deva apenas assistir, acompanhar de longe, respeitar os facínoras. Nem pensar no risco de um deles ser ferido no tumulto nem será permitido, então, indagar sobre a autoria do fato, pois se pressupõe, sem qualquer análise, que o autor foi um policial ou que a crise foi criada pela intervenção policial. Mesmo a imprensa falada, escrita ou televisiva, acompanha esse parti pris.

Tivemos a oportunidade de assistir recentemente aos desmandos de um grupo de covardes desocupados tomando os espaços da Capital da República, danificando imóveis oficiais, pondo fogo em tudo o que aparecia diante deles. Sicários encapuzados entregues à fúria criminosa contra o País, contra os brasileiros. Muito bem se houve o Presidente da República, ainda que com constrangida timidez, ao convocar a força militar para fazer cessar o descalabro. A providência foi tardia, a ação foi discreta, a duração do gesto policial foi curtíssima. Mas funcionou.

Assim deveria ocorrer sempre que se iniciasse perturbação assemelhada em qualquer cidade do País. Sem demora e sem constrangimento. Se a imprensa ou algum líder da desordem, político ou não, criticar, pouco importa. A sociedade necessita de tranquilidade, os homens de bem precisam de paz, e ambos têm prevalência ante os baderneiros e seus desmandos.

Em situações assemelhadas, mundo afora, mesmo quando há uma consequência indesejável lesando alguém, nem se discute o indispensável trabalho policial. São puníveis e assumem a responsabilidade por todos os danos os organizadores e os participantes do tumulto. Por que nós invertemos os papéis? Por que não privilegiamos aqueles que buscam a preservação da paz, da ordem e da tranquilidade pública? Por que exigimos sempre e exclusivamente a proteção dos criminosos?

Aplausos à decisão do Presidente da República e que ela sirva de modelo às autoridades policiais em todo o Brasil.