CAOS NA INVESTIGAÇAO DE ATENTADO NA ALEMANHA
 

 

Caos no caso Anis Amri: Cada órgão investiga o caso isoladamente

Por Andreas Kopietz

BERLINER ZEITUNG

11 de maio de 2017

A Procuradoria da Justiça de Berlim está conduzindo mais investigações sobre o atentado de Breitsheidsplatz, realizado por Anis Amri. As investigações foram instauradas, mesmo após a sua morte, na Itália. Três órgãos das autoridades públicas investigam o caso, sem uma condução conjunta. Isso foi revelado, após a Secretária Estadual de Justiça, Martina Gerlach, responder a uma pergunta do deputado do Partido Liberal Alemão (FDP), Marcel Luthe. 

Em fevereiro de 2016 foi aberto por autoridades públicas, investigações contra o tunisiano que atropelou com um caminhão diversas pessoas no   Weihnachtsmarkt [1], resultando na morte de 12 pessoas e mais de 60 feridos. O suspeito levava consigo uma falsa identificação.  

Assim, Amri, em julho de 2015, se identificou pela primeira vez, como Anis Amir, refugiado e nascido em 23 de dezembro de 1993, em Tataouine, Tunísia, onde fora registrado. Em dezembro de 2015, no seu registro como refugiado, a polícia de Berlim o identificou como Ahmad Zarzour, nascido em 22 de outubro de 1995. O processo foi arquivado, pois a troca de identidade no procedimento de asilo, não é considerada ato criminoso.

Contatos não estão fora de questão 

Em 26 de fevereiro do ano passado, 3 órgãos de Procuradoria da Justiça, abriram investigações contra Amis Amir, suspeito de praticar roubos e furtos. A polícia encontrou com ele um celular roubado. O processo foi arquivado, por que a procuradoria do Estado Nordhein-Westwafalen já se dedicava a isso. O órgão, além disso, em 12 de outubro, abriu um processo devido a uma violação da Lei de Asilo e o extinguiu tempos depois. Neste momento, a procuradoria de Berlim, já investiga Anis Amir devido à sua participação em uma prática de lesão corporal grave. “Daí os sucessivos processos recebidos, em outras palavras, aqueles despachados, não são levados em consideração”, justificou a secretária de Justiça Martina Gerlach, do por quê do acúmulo de processos pendentes contra Amir.

Uma pergunta do Conselho 

Menos de um mês após a morte de Amri, morto a tiros na Itália, abriu-se um processo na Procuradoria de Justiça alemã contra ele, por posse e comercialização de entorpecentes. 

“Isso mostra também, como os processos correm de forma descoordenada”, disse Marcel Luthe. Depois de análise sobre Amri, foram encontrados ferimentos no seu corpo, característicos de freqüentadores de ambientes de usuários de drogas e que o mesmo era conhecido por tráfico, sendo posto sob custódia uma vez. A sentença para esse crime gira em torno de 1 a 10 anos de prisão.

“Já por ter fugido e se tornar novamente um perigo, ele deveria ter sido posto na prisão. Embora fosse conhecido por suas ações, ele esteve envolvido com diferentes identidades e o promotor se absteve em tomar providências”. Essa é uma pergunta que o ex-senador do CDU, Heilmann faz ao Conselho de Investigação responsável pelo caso.

[1] Mercados populares que vendem produtos durante o Natal na Alemanha

Tradução: Márcio Alexandre